A cantora Amy Lee, vocalista do Evanescence, afirmou que nunca se identificou com a classificação de sua música como “gótica”. A declaração foi feita em entrevista à revista Metal Hammer, na qual também comentou a evolução do rock e do metal nas últimas décadas.
Durante a conversa, Lee disse que considera inadequado o uso do termo para definir a trajetória musical do Evanescence. “Sinceramente, eu nunca gostei dessa palavra”, afirmou a cantora. “Eu era mais do tipo rock alternativo, com calças jeans rasgadas. A palavra gótica para descrever a música do Evanescence é estúpida. Eu odeio essa palavra.”
Ao comentar outros rótulos frequentemente associados à banda, como nu metal, Lee demonstrou uma postura menos crítica. Segundo ela, classificações de gênero fazem parte da indústria musical, mas não definem necessariamente a identidade artística de um grupo. “Rótulos são rótulos, qualquer nome que você queira dar está ótimo. Sabemos quem somos e a nossa trajetória é repleta de crescimento, mas também de respeito pelas nossas origens”, declarou.
A vocalista também avaliou o momento atual da música pesada e afirmou que vê um cenário mais aberto à experimentação em comparação com décadas anteriores. Para Lee, o rock e o metal contemporâneos apresentam maior diversidade de influências e menos limitações estilísticas, permitindo que artistas transitem entre diferentes sonoridades.
As declarações foram concedidas durante a divulgação de Sanctuary, sexto álbum de estúdio do Evanescence. O trabalho foi produzido e coescrito por Jordan Fish, músico e produtor conhecido por sua atuação com o Bring Me The Horizon e por trabalhos com artistas de diferentes vertentes do rock e do metal. Nos últimos anos, Amy Lee também participou de projetos e colaborações com artistas de diferentes estilos, incluindo Poppy, K. Flay e Courtney LaPlante.